29 de março de 2012

Informações do Simples Nacional

Simples: sócio que tiver outra empresa ficará isento de tributação

Empresas do Simples Nacional devem ficar atentas com as mudanças no sistema, porque se um de seus sócios tiver outra empresa
sendo esta ou as duas empresas enquadradas neste regime, uma delas poderá ser excluídas, já que foi atingido o limite de R$ 3,6 milhões com a soma do faturamento das companhias.

"Este é um ponto muito delicado destas novas regras, o que levará algumas empresas à exclusão deste sistema, que é muito vantajoso. Assim, é fundamental fazer essa soma constantemente", conta a consultora tributária da Confirp Contabilidade, Evelyn Moura.

Segundo ela, a nova regulamentação do Simples faz com que, desde o início do ano, as empresas enquadradas neste sistema tenham de ficar atentas aos seus faturamentos, pois a exclusão deste regime tributário deve ser feita mediante comunicação obrigatória das MEs (microempresas) ou das EPPs (Empresas de Pequeno Porte) - a empresa precisa declarar quando atingirá este limite à Receita Federal, sob risco de pagar multas.

Quem está enquadrado
De acordo com as novas regras, estão enquadradas em tais situações as empresas que tiverem a participação de pessoas físicas inscritas como empresárias ou ainda que sejam sócias de outras empresas que recebem o tratamento jurídico diferenciado, desde que a receita total ultrapasse o limite permitido por lei.

Além disso, poderão ser excluídas da tributação as companhias que tiverem titulares ou sócios com mais de 10% do capital de outra empresa não beneficiada pelo Estatuto ou ainda aquelas cujo titular ou sócio seja administrador de outra pessoa jurídica com fins lucrativos.

Exclusão
Já as exclusões, no entanto, apenas poderão ser realizadas quando a receita bruta acumulada da empresa ultrapassar durante todo ano-calendário o limite de R$ 3,6 milhões, relativos às operações no mercado interno.

“É importante frisar que as receitas decorrentes da exportação de mercadorias, inclusive quando realizada por meio de comercial exportadora ou da sociedade de propósito específico, poderão ser computadas separadamente. Ou seja, a ME ou EPP somente estará excluída do regime caso as receitas de exportação de mercadorias no ano-calendário excedam a R$ 3, 6 milhões", conta a consultora da Confirp.

Segundo ela, as empresas nestas situações deverão comunicar a exclusão até o último dia útil do mês subsequente à ultrapassagem em mais de 20% de um dos limites previstos e isso irá produzir efeitos a partir do mês seguinte.

Outra opção é que as exclusões também sejam feitas até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente, na hipótese de não ter ultrapassado em mais de 20% um dos limites, produzindo efeitos a partir do ano-calendário subsequente ao do excesso.

Onde fazer
Para comunicar a exclusão do Simples Nacional os empresários deverão acessar o portal do Simples Nacional. A falta de comunicação, quando obrigatória, poderá implicar multa correspondente a 10% do total dos tributos devidos de conformidade com o Simples Nacional, no mês que anteceder o início dos efeitos da exclusão, sendo que o valor não é inferior a R$ 200.


Infomoney

26 de março de 2012

Antes de pensar em poupar, é preciso ter as contas em ordem

Viviam Klanfer Nunes

Embora não seja hábito da maioria dos brasileiros poupar todos os meses, esses mesmos brasileiros entendem muito bem as vantagens dessa prática. Poupar permite que você adquira bens a um preço muito mais atrativo do que se fizesse um financiamento, por exemplo. Mas como deve ocorrer esse processo de poupança?

O grande problema da poupança é que ela só pode ser feita quando o consumidor tem suas finanças em ordem. Isso quer dizer, basicamente, que ele tem de ter um planejamento financeiro mensal bem detalhado, ou seja, saber exatamente quanto entra, quanto sai, quais são suas dívidas e onde tem de economizar. Também precisa saber quais os gastos que ele pode cortar e os que não pode.

Nem todas as famílias têm as contas bem detalhadas, e, o que é ainda pior, muitas delas normalmente vivem acima da sua realidade financeira, ou seja, do padrão de vida que seu salário permite. O crédito, oferecido por empréstimos e cheque especial, por exemplo, é o que permite chegar a esse tipo de situação.

Controlando os gastos para poupar

“Só quando você conhece sua realidade financeira é que você pode começar a poupar”, diz o consultor financeiro Ronaldo Gotlib. A lógica é simples: se a pessoa não tem controle sobre seus gastos, pensar em poupar não deve ser a primeira preocupação, mas, sim, colocar as finanças em ordem.

Após ter mapeado tudo que você tem para receber e todas as despesas com as quais terá de arcar, veja se, ao final do mês, você conseguiu ficar no azul. A partir do momento em que as contas fecham e você consegue ter um valor extra ao final do mês, é o momento de pensar em poupança e investimento. Muitos consumidores reclamam que nunca conseguem ter esse dinheiro extra, mas isso pode estar acontecendo simplesmente por não ter um planejamento, e o dinheiro que deveria sobrar está sendo gasto com coisas desnecessárias.

Esse trabalho de elaborar um planejamento ajuda a eliminar gastos desnecessários, conforme explicam os educadores financeiros.

Depois que você tem um orçamento claro e bem definido, a sugestão é que reserve, no mínimo, de 10% a 20% da sua renda. Caso sua realidade financeira permita uma reserva maior, melhor. De acordo com a professora de finanças do Insper, Angela Menezes, esse é o mínimo recomendado, pois não deve impactar de forma muito agressiva na renda do trabalhador.

É importante não estipular um percentual muito alto, pois é um valor que deve ser guardado todos os meses e por um longo prazo, sobretudo se seu objetivo é adquirir um bem de alto valor. Caso você decida poupar muito, sem ter condições, você pode acabar se frustrando, desistindo e acabando com o processo.

Poupar para quê?

Uma outra questão que surge é se as poupanças devem sempre ser atreladas a um objetivo, ou seja, à realização de um desejo, como a compra de um carro, de uma casa ou mesmo uma grande viagem. Tanto Angela quanto Gotlib acreditam que a poupança deve estar, sim, relacionada a uma meta. “A poupança só funciona quando temos um objetivo”, diz o especialista. É uma forma de se comprometer.

Vale destacar que o objetivo pode ser qualquer um, inclusive guardar dinheiro pelo puro interesse de ter uma reserva financeira para qualquer eventualidade. “As metas ajudam a poupar”, lembra Angela. Quando as finanças estão em ordem, a poupança deve passar a ser considerada no planejamento financeiro, ou seja, não se deve poupar o dinheiro que sobra ao final do mês, mas sim destinar uma parte específica da sua renda para isso. Já com o dinheiro que sobrar, depois que a parte da poupança foi retirada, você pode poupar mais ou gastar com outras coisas.

Outras observações sobre o processo de poupar são as seguintes: se, em determinado mês, você precisa pagar alguma dívida, prefira quitá-la a manter a reserva para poupança, pois encargos financeiros das dívidas normalmente são mais altos do que os rendimentos que você terá com a poupança. E poupança não é um dinheiro que deve ficar parado na conta, deve ser investido para que se obtenha rendimento.

O grande desafio da administração

Jefferson Luis do Nascimento Riffel


Como todo bom Brasileiro, acabei passando por uma série de dificuldades que mesmo sem saber, seria um aprendizado á minha auto gestão. A dificuldade de recursos financeiros talvez fosse um dos dois quesitos dados como fundamentais no campo do empreendedorismo, sendo eles um por oportunidade, que não é o caso, e o outro por necessidade. Esta necessidade acabou me forçando a buscar a independência quando ainda criança. Desta forma explicarei como vejo o mundo dos negócios fazendo analogias sobre vivências adquiridas.

Em minha história profissional passei e convivi no meio de muitas empresas que passavam e passam por momentos difíceis em aspectos diversos, ora reclamada por empregadores e ora por empregados. Mas gostaria antes de dar sequência ao assunto, mencionar o que é ADMINISTRAÇÃO em meu entendimento:

Administração é uma realização efetuada por diversas pessoas com um mesmo propósito e objetivo, em uma mesma organização. Um grupo homogêneo que somadas as qualidades individuais geram um resultado positivo.

Voltando ás minhas experiências, me deparei diversas vezes com colaboradores descontentes, com empresários descontentes com seus resultados e com seus funcionários. Do ponto de vista do “Gestor”, muitas vezes os colaboradores são apenas meros desinteressados e estão lá para tomar o dinheiro da empresa, ora sem pensar que as pessoas tem interesse sim no seu desenvolvimento e entendem que possuem uma carreira e devem fazer parte do negócio. Neste exemplo referencio um mau gestor, aquele que acredita que pode sozinho gerir o negócio e com prepotência se vê como a solução. Do ponto de vista operacional e profissional, o colaborador entendendo que não é visto como um membro do todo se despreocupa e passa a fazer seu papel momentâneo sem dar o seu melhor ora por não ser instigado. Deste relato faço a analogia de um papel que devemos fazer na gestão substituindo a incapacidade do papel do RH, ou DH como acharem melhor, e nos colocarmos em ambas as partes. O líder gestor que conseguir fazer este papel social e profissional ganha pontos não só com os outros, mas para consigo.

Podemos com isso obter dois resultados, o sucesso e o fracasso. Tanto com a má administração como também se bem praticada, o resultado é incerto. Desta forma pergunto que, se podemos agir de forma a nos sentirmos bem e auxiliando o crescimento dos outros, porque agirmos para único e sim interesse coorporativo? A liderança precisa ser compartilhada e os valores transmitidos para que as pessoas sintam-se membros deste todo, e respondam como gestores pessoais. Já liderei pessoas e disto pude tirar a singela impressão de que pude ajudar o crescimento destes e que na pior das hipóteses os cumprimento e os visito como se fossem amigos e companheiros de aprendizado, diferente do que podemos observar em diversos outros casos onde a arrogância e defesa organizacional imperou implicando no tradicional método de terrorismo e pressão que inconscientemente impede o desenvolvimento das atividades.

Lí na Biografia de Silvio Santos, que seus colaboradores produziam mais e trabalhavam mais satisfeitos porque recebiam acima da média e sentiam-se valorizados. Mas também não podemos nos esquecer que as pessoas precisam ser cobradas, de forma a não se sentirem tratadas como uma máquina, que não o são.

A reflexão que faço e a jogo para nós futuros administradores de pessoas, recursos e conflitos, é de que a questão está proposta cabendo a nós a busca da solução, e se querem meu palpite, está no bom convívio e na transparência das informações, simples assim!

Boa semana a todos e pensem nisso!

ICMS-NACIONAL: Cupom Fiscal Eletrônico CF-e-SAT - novas orientações

Foram publicadas no DOU desta quinta-feira, 22.03.2012, as seguintes normas acerca do Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e-SAT):

- Ato COTEPE/ICMS nº 006/2012 - aprova o Manual de Registro de Modelo de Equipamento SAT, disciplinando o registro, perante o fisco, de modelo do equipamento (Hardware) do SAT, e de versão do programa (Software básico) de autenticação e transmissão do Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e-SAT), instalado no equipamento SAT.

- Ato COTEPE/ICMS nº 007/2012 - altera o Ato COTEPE/ICMS nº 033/2011, estabelecendo nova Especificação Técnica de Requisitos do Sistema de Autenticação e Transmissão de Cupom Fiscal Eletrônico (SAT). Esta Especificação Técnica estabelece o leiaute do arquivo digital do Cupom Fiscal Eletrônico SAT (CF-e-SAT) e as especificações técnicas a serem observadas para a fabricação do equipamento (hardware) do SAT e para o desenvolvimento do programa (software básico) de autenticação e transmissão do CF-e-SAT.

- Ato COTEPE/ICMS nº 008/2012 - altera o Ato COTEPE/ICMS nº 032/2011, disponibilizando nova versão do Manual de Orientação do Sistema de Autenticação e Transmissão de Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e-SAT), que estabelece a disciplina geral e as especificações técnicas básicas do SAT.

- Ato COTEPE/ICMS nº 009/2012 - disciplina a utilização, pelo contribuinte, do Sistema de Autenticação e Transmissão de Cupom Fiscal Eletrônico (SAT) para fins de emissão do Cupom Fiscal Eletrônico SAT (CF-e-SAT), nos termos do Ajuste SINIEF nº 011/2010. Basicamente, são estabelecidos os procedimentos a serem adotados relativamente: aos equipamentos e programas aplicativos necessários; à utilização e à ativação do SAT; à impressão do extrato do CF-e-SAT; à emissão, ao cancelamento e à guarda do CF-e-SAT; aos casos de contingência; à ativação de nova versão do programa (software básico) no SAT.

Nota LegisWeb: os manuais citados acima ainda não se encontram disponíveis no site do CONFAZ.

Bens e direitos: alguns itens ficam dispensados da declaração

A pessoa física sujeita à apresentação da Declaração de Ajuste Anual deve relacionar nela os bens e direitos que, no Brasil ou no exterior, constituam, em 31 de dezembro de 2011, seu patrimônio e o de seus dependentes, bem como os bens e direitos adquiridos e alienados no decorrer do ano-calendário de 2011.

No entanto, de acordo com especialistas, alguns itens ficam dispensados da declaração, de acordo com o valor de cada um.

Dispensa

Fica dispensada a inclusão, na declaração de bens e direitos, de:

a) saldos de contas-correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valor unitário não exceda a R$ 140;

b) bens móveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como os direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5 mil;

c) conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição seja inferior a R$ 1 mil;

d) dívidas e ônus reais do contribuinte e de seus dependentes, em 31 de dezembro de 2011, cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5 mil.

Bens e direitos

Relacione, de forma discriminada, seus bens e direitos e os de seus dependentes informados na declaração, no Brasil e no exterior, retratando a situação em que se encontravam em 31 de dezembro de 2010 e de 2011.

Para obter informações acerca da discriminação e da obrigatoriedade de declarar bens e direitos, consulte a Tabela de Códigos Bens e Direitos, disponível no próprio programa da Receita para a declaração de ajuste anual.

Para declarar, clique no botão "Novo" e informe o código, a discriminação, a localização (País), a situação em 31 de dezembro de 2010 (R$), a situação em 31 de dezembro de 2011 (R$) do bem e, em seguida, clique no botão "OK" para encerrar o preenchimento dos dados.

Micro e Pequenas Empresas estão de olho na Classe C

Formada por 104 milhões de brasileiros, a classe C, ou nova classe média, movimentou ano passado mais de R$ 1 trilhão e se tornou majoritária no país, suplantando as classes A e B juntas. E as mulheres, cuja renda cresceu 71% em dez anos, deixam de ser coadjuvantes nesse mercado consumidor e assumem papel de protagonistas.

"Se formos considerar que a mulher influencia da roupa do marido à compra do carro, o micro empresário deve parar de agir como se ela fosse uma mera coadjuvante do consumo e encará-la como a verdadeira protagonista, aquela que faz acontecer", explica Renato Meirelles, publicitário especialista em economia popular e sócio-diretor do Instituto Data Popular.

Com essas e outras dicas Renato vai essinar como os micro e pequenos empresários, além dos empreendedores individuais, podem abocanhar uma fatia desse mercado. O especialista ministrará palestra na próxima segunda-feira (26), às 19h30, no auditório do Sebrae em Goiás, na capital. A palestra faz parte do ciclo de seminários promovido pela instituição.

Meirelles também lembra que a consumidora emergente não se propõe a pagar preços abusivos, tampouco adquirir produtos vagabundos. "Engenhosa e inteligente, essa mulher, que geralmente é a responsável pelo orçamento familiar, sabe como ninguém oferecer o melhor para a família. Ela não se permite errar, pois o orçamento é restrito, por isso vai preferir o sabão de preço intermediário, que rende mais, a comprar o mais barato, que deixa resíduos nas roupas e acaba antes da próxima compra."

Outra dica do especialista, tendo como base pesquisa feito pelo Instituto Data Popular, é quanto a distribuição de gastos da nova classe média. As famílias tendem a empregar mais dinheiro na remuneração de profissionais e empresas prestadoras de serviços do que em compras de bens e artigos diversos (65,2% contra 34,8%). "As mulheres têm investido bastante nos cuidados com a casa, sejam reparos ou decoração, serviços de beleza e alimentação fora de casa."

22 de março de 2012

Empresas tributadas pelo lucro real têm novidades, mas devem ‘arrumar a casa’

Prorrogada obrigatoriedade de entrega do e-Lalur por mais dois anos (Instrução normativa 1249/2012), uma vez que apenas os fatos contábeis a partir do ano de 2013 estarão obrigados à entrega.

Recentemente, o Diário Oficial da União noticiou uma relevante novidade para as empresas tributadas pelo regime de Lucro Real: a prorrogação da obrigatoriedade de entrega do e-Lalur por mais dois anos (Instrução normativa 1249/2012), uma vez que apenas os fatos contábeis a partir do ano de 2013 estarão obrigados à entrega. Se levarmos em consideração o prazo de obrigatoriedade original (2009), a prorrogação já chega a três anos. Mas, já era esperada uma nova prorrogação, haja vista que essa obrigação acessória integrante do projeto SPED praticamente não caminhou no último ano.



Espera-se que, no início do segundo semestre deste ano, o projeto piloto de Homologação esteja funcionando integralmente. Trata-se de um passo imprescindível para que seja finalizado o leiaute e para que a própria RFB dirima algumas dúvidas. Ao contrário de outras obrigações acessórias com análises diretas, a dedutibilidade de despesas – objeto do Lalur – é um tema mais interpretativo e complexo. Tal complexidade, somada à necessidade de aplicação de técnica tributária analítica no preenchimento da obrigação, certamente é um fator dificultador a mais para que a obrigação acessória digital já tivesse um leiaute neste momento. Mas, sem dúvida alguma, a partir da entrega efetiva do e-Lalur a empresa ficará desobrigada à escrituração e manutenção do Lalur nos termos da IN SRF 28/78.



Importante salientar, ainda, com relação aos ajustes efetuados na apuração do lucro real, que não há definição no âmbito da Receita Federal do Brasil quanto ao objeto de informação do e-Lalur e quanto a uma possível obrigação acessória específica para substituir o FCONT. Há correntes que defendem a criação do LAC (Livro de Acompanhamento das Convergências). Como vale o que está escrito, o que temos de concreto até o presente momento é a redação da IN 989/09, que em seu artigo terceiro, incisos V e VI, trata esses ajustes como obrigatórios a serem informados no e-Lalur.



A postura das empresas – que, por sua vez, seguem a postura de seus contabilistas e tributaristas – ainda é bastante díspar em relação a essa nova obrigação acessória, da qual temos conhecimento – importante repetir – desde o final de 2009. Este é um momento único, portanto, para rever os conceitos de dedutibilidade aplicados às nossas despesas, bem como analisar se o regime de competência vem sendo regiamente respeitado em relação às receitas.



A adoção do Plano de Contas Referencial certamente já foi realizada, uma vez que ele já foi incluído no FCONT. Mas, será que não vale a pena uma nova revisão por medida de segurança? Sabemos que em muitas empresas os livros do Lalur estão no armário da contabilidade – perfeitamente escriturados, mas nunca foram objeto de fiscalização. A partir da entrega do e-Lalur, esse cenário fica para trás. Daí a importância de se aproveitar o momento para rever procedimentos e interpretações, promovendo uma multiplicação do conhecimento e da técnica contábil dentro do departamento.



Estamos tratando aqui do que há de mais importante na relação fisco-contribuinte: a base tributária para aplicação do IRPJ e da CSLL, bem como a formação da base acumulada (se negativa) e dos valores que seguramente vão impactar os resultados futuros. Tudo o que a empresa comprou, produziu, vendeu, investiu... Enfim, tudo tem como resultado tributário o Livro de Apuração do Lucro Real e nele está retratado. Sem relativizar a importância de nenhuma outra obrigação acessória, esta é a mais nobre de todas.



O momento é ideal para ir mais além, recorrendo ao departamento de Tecnologia da Informação para melhorar a base de apuração (aquilo que chamamos de papéis de trabalho) em alguns pontos nevrálgicos e que agora serão de total conhecimento do fisc, a saber:



1. Variação cambial: Empresas que são coligadas de grupos estrangeiros, que utilizam muitos componentes importados em sua produção, ou vendem em grandes volumes para o exterior, registram grande impacto na apuração do lucro real dos eventos de variação cambial. Por isso, é importante avaliar criteriosamente a base de composição desses valores e checar se as informações apuradas são suficientes para demonstrar de forma clara ao fisco a correção da aplicação do conceito de adição/exclusão da variação não realizada e o movimento inverso da realizada. Sempre que houver dúvidas, é importante melhorar.



2. Preços de transferência: Empresas enquadradas no tópico de variação cambial provavelmente também estarão obrigadas aos ajustes dos preços de transferência. Trata-se de uma tarefa terceirizada em algumas empresas, mas, mesmo nesses casos, a correta apuração e a confiabilidade do resultado dependem da qualidade da base de dados. Isso exige uma avaliação criteriosa acerca da rotina da empresa, lembrando que, a partir do momento da entrega do e-Lalur, a RFB terá dados suficientes para validar o cálculo de preços de transferência.



Em suma, ainda há muito que ponderar sobre esse tema, mas o essencial é acompanhar de perto os movimentos da Receita Federal em torno do e-Lalur e eventuais novidades em relação à forma de reporte dos ajustes de convergência – sempre sem perder o foco principal, que são os procedimentos internos.



É imperativo haver a convicção de que principalmente as áreas Fiscal, Tributária, Contábil e de Tecnologia da Informação estejam absolutamente seguras da qualidade e confiabilidade da base tributária e de todo o levantamento e histórico de documentos, planilhas e conceitualização para a mensuração da base tributária. Quando tudo está em consonância, a forma de envio eletrônica é encarada como uma mudança suave.


Marcio Gomes é consultor da UNIONE (www.unione.com.br), empresa que atua nacional e internacionalmente na área de TI, atendendo cerca de 180 clientes ativos – de uma carteira com mais de 600 instituições de médio e grande porte já atendidas. Com sede em Alphaville (Barueri, SP), a empresa tem forte presença no setor de serviços, telecomunicações, varejo, mercado financeiro, mineração, indústria de processos, de manufatura discreta, alimentícia e farmacêutica

16 de março de 2012

EFD Contribuições de Janeiro poderá ser entregue até hoje 16/03

A Receita Federal do Brasil expediu Ato Declaratório nº 04/2012 com a permissão para a transmissão da Escrituração Fiscal Digital Contribuições referente a janeiro/2012, sem qualquer penalidade, até hoje.

O prazo para o cumprimento da exigência terminaria em 14 de março, no entanto, a instabilidade do sistema de recebimento do arquivo digital acarretada pela grande sobrecarga impediu o seu envio por grande parcela de empresas.

O SESCON-SP, em nome de um grande número de empresários contábeis e contribuintes que entraram em contato relatando as dificuldades apresentadas pela ferramenta, reivindicou o adiamento e agora agradece a RFB pelo pronto atendimento.

Sescon

12 de março de 2012

Guy Kawasaki - Clientes não podem lhe dizer como inovar


O feedback dos clientes é essencial para o aprimoramento dos produtos, mas a verdadeira inovação não passa pela opinião dos consumidores

A criação de produtos inovadores é a essência do sucesso de muitos negócios. Um dos mais renomados especialistas na área de tecnologia e marketing, Guy Kawasaki, participou da HSM ExpoManagement 2011 para falar sobre o tema. Além de comentar a experiência de diversas empresas no campo da inovação, Kawasaki também citou episódios de sua passagem pela Apple, no período em que atuou como evangelista tecnológico da empresa.

A premissa de uma empresa que quer se destacar na área de inovação é a busca por um significado para seu negócio. “Algumas empresas direcionam o seu foco apenas em ganhar dinheiro e, com o tempo, esse tipo de negócio acaba fracassando. Os empresários deveriam se preocupar em fazer algo que vá mudar o mundo, e o sucesso financeiro certamente seria uma das consequências”, disse o norte-americano.

Kawasaki também sugeriu que a missão adotada pelas empresas, como política que norteia as decisões institucionais, fosse substituída por um mantra, bem mais curto e objetivo, que sintetize o objetivo da empresa. “Missões são longas demais, os funcionários não se lembram e pouca gente realmente dá importância a elas. Por isso eu sugiro substituir a missão da empresa por um mantra, de três ou quatro palavras. Algo bem curto, que explique a essência da empresa. São palavras muito poderosas.”

Outro ponto destacado por Kawasaki é que novos produtos não devem se limitar a trazer pequenos aprimoramentos. É preciso “saltar para a próxima curva”, ou seja, buscar algo que se insira no próximo estágio de evolução do produto, legitimamente inovador naquela área. “Quando criamos o Macintosh, ele não era um Apple II melhorado. Ele estava um nível bem acima de tudo que existia no mercado.”
Numa referência à palavra inglesa dicee, acrônimo de deep, inteligent, complete, empowering e elegant (do inglês, profundo, inteligente, completo, que atribui poder e elegância), Kawasaki descreveu atributos que um produto inovador deve ter de maneira a atrair os consumidores.

O norte-americano explicou que é natural que produtos inovadores muitas vezes tenham defeitos. “As pessoas aceitarão as imperfeições de seu produto se ele for verdadeiramente inovador e estiver na versão 1.0. É claro que você deve procurar cuidar de sua qualidade, mas não fique esperando ele se tornar um produto perfeito para só depois lançá-lo. Não tenha medo de ser tosco”. Para Kawasaki, os produtos inovadores podem ser aprimorados em versões posteriores, com a ajuda dos clientes.

Apesar de acreditar na importância do feedback dos clientes, Kawasaki acredita que esse processo não está inserido na concepção inovadora. “Algo que aprendi trabalhando ao lado de Steve Jobs é que clientes não podem lhe dizer como inovar. A criação de algo verdadeiramente novo só depende de você. A opinião dos clientes só pode servir para aprimorar o que já existe.”

Kawasaki concluiu sua apresentação lembrando que as ideias inovadoras enfrentam opositores com muita frequência. “Não deixe que patetas incompetentes desmotivem você”, disse o norte-americano. “Se alguém lhe diz que você vai fracassar, isso não significa que você vai vencer. No entanto, se você desanimar e nem mesmo tentar levar sua ideia adiante, aí sim certamente você estará fracassado.”


Portal HSM

7 de março de 2012

Nova lei trabalhista garante carteira assinada a empregado eventual e por hora

O governo Dilma Rousseff vai propor ao Congresso mudanças nas leis trabalhistas para criar duas novas formas de contratação
a eventual e por hora trabalhada. A proposta vai beneficiar o setor de serviços, que é o que mais emprega no País, estimulando a formalização de trabalhadores que hoje não têm carteira assinada. A alteração faz parte do Plano Brasil Maior, como é chamada a nova política industrial.

"Estamos formatando a proposta", disse o ministro do Trabalho, Paulo Roberto dos Santos Pinto. "Vamos concluir o mais rapidamente possível."

As mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem dar mais dinamismo ao mercado e, na prática, permitir carteira assinada para quem trabalha dois dias por semana ou três horas por dia, por exemplo, com direito a pagamento de férias, 13.º salário e FGTS.

Para reduzir as eventuais críticas, o governo pretende vender as mudanças na CLT como uma "modernização" do marco regulatório do mercado de trabalho. Também será repetido que as mudanças não representarão perdas de direitos trabalhistas.

Em janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, defendeu a ideia em Nova York. "Podemos avançar nesse campo sem comprometer um único direito trabalhista já conquistado. As propostas feitas pela classe empresarial às quais eu tive acesso preservam os direitos que os trabalhadores brasileiros têm", afirmou o ministro, petista histórico e próximo de Dilma há quatro décadas.

Modalidades. As mudanças permitirão que as empresas contratem um empregado que só vai receber quando for chamado para alguma atividade. Esse mecanismo deve beneficiar, por exemplo, as empresas que realizam shows, curta-metragens, ou mesmo serviço de buffet.

No caso do "horista", o contrato deve ajudar na complementação de pessoal em bares, restaurantes e eventos sazonais, como Natal e feriados. Com isso, o governo acredita que o trabalhador poderá usar o horário livre para investir em qualificação.

"Imagina o que podemos fazer no turismo, arquitetura e imobiliário na próxima década", disse o secretário de Comércio e Serviços, Humberto Ribeiro. "Estamos num ministério, inclusive, que é do PT, mas a gente quer, está na hora dessa discussão."

Com a mudança, a empresa que organiza um festival de música terá mais facilidade para dispor de funcionários no caso de chuvas que exijam reparos e limpeza na estrutura, por exemplo. Outra possibilidade será a contratação por bares de reforço para feriados ou dias de feijoada.

"Garantidos os direitos trabalhistas, é possível customizar para que cada atividade tenha uma forma diferente de contratação", disse o secretário executivo do Ministério do Turismo, Valdir Simão.


Sescon

3 de março de 2012

Leonardo Rego recebe prêmio de Prefeito Empreendedor - Vale apena ler!

SEBRAE Prêmio Prefeito Empreendedor 'Governador Cortez Pereira, é conferido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas



Na manhã de ontem, 29, durante evento realizado em Natal, foi entregue ao prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rego, o Prêmio Prefeito Empreendedor "Governador Cortez Pereira", conferido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
Em sua VII edição, o prêmio tem como objetivo reconhecer a capacidade administrativa dos gestores municipais que tenham implantado projetos com resultados comprovados de estímulo à criação e desenvolvimento dos pequenos negócios e à modernização da gestão pública.
Em todo o Brasil, o Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor é bem conceituado e tido como uma das maiores referências na avaliação de administrações públicas. De todas as edições já realizadas, esta foi a primeira oportunidade que o município concorreu.
De todos os eixos temáticos, só é possível concorrer a dois deles. Pau dos Ferros disputou em "Planejamento e Gestão Pública para o Desenvolvimento Sustentável" e "Formalização de Pequenos Negócios e Apoio ao Empreendedor Individual" e venceu nas duas categorias.
De acordo com o gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae-RN, Hélmani de Souza Rocha, a participação na premiação só traz benefícios. Além disto, ele acrescentou que as duas categorias que Pau dos Ferros concorreu e venceu, é um testemunho concreto que o administrador pensa no desenvolvimento local e nos pequenos negócios.
"Pau dos Ferros é um excelente exemplo de cidade que pensa na formalização e estímulo ao microempresário, principalmente, na formalização dos pequenos negócios", frisou Hélmani de Souza.
Em sua participação, Leonardo se mostrou emocionado com o reconhecimento, através desta premiação, ao trabalho desenvolvido em Pau dos Ferros. Ele agradeceu por essa conquista, e enalteceu a importância desta premiação. "Vale a pena enveredar pela vida pública, com seriedade, com correção e espírito público, essa é a prova disto", afirmou.
Questionado sobre qual ação administrativa, desenvolvida em sua gestão, possibilitou que o município lograsse êxito, Leonardo disse que, a princípio foi a reformulação do Código Tributário Municipal. "Ação, inicialmente vista de forma antipática, foi fundamental para a instalação de micro e pequenas empresas em nossa cidade". E acrescentou que, com a nova legislação, foi possível conceder incentivos fiscais para estas empresas.
Leonardo ainda destacou que, segundo dados do próprio Sebrae, Pau dos Ferros foi o município que mais formalizou empresas no exercício de 2011, com mais de 400 novos empreendimentos.
"Valeu a pena enfrentar o desafio. Encarar as dificuldades, implantar um novo modelo administrativo que, inicialmente enfrentou muita incompreensão, mas que hoje temos o resultado, que é a conquista destes dois prêmios de uma instituição de altíssima credibilidade, como é o Sebrae. Isso é reconhecimento ao nosso trabalho", finalizou.

29 de fevereiro de 2012

A IMPORTANCIA DO BACKUP

BACKUP (cópia de segurança) dos seus dados é um procedimento indispensável para o funcionamento do seu sistema de computadores. Talvez você nunca precise utilizá-los, porém é melhor prevenir. Este artigo tem como objetivo esclarecer sua importância.

O backup é a única forma de recuperar informações em caso de pane (tanto por parte do hardware quanto dos softwares). Você pode não perceber, mas certamente possui várias informações importantes armazenadas em seus computadores: arquivos de dados, fotos, imagens, planilhas, textos, etc.

Computadores e programas podem parar de uma hora para outra, impedindo acesso às informações. Você nunca sabe quando isso irá acontecer, portanto é importante manter o backup sempre atualizado.

PROBLEMAS

a) Problemas técnicos
Tanto os equipamentos (computadores, no-breaks, hubs, placas, monitores, cabos de rede, etc) quanto os programas neles instalados podem apresentar problemas técnicos.
O primeiro item que nos vem a memória é o computador servidor, pois nele estão todas as principais informações. Porém esse não é o único componente que devemos prevenir. Os hubs (componente que interliga vários computadores) também pode parar e nesse caso perdemos a comunicação com o servidor.
Já na parte de software, podemos ter problemas, por exemplo, ao instalar (ou atualizar) um programa. Em algumas ocasiões um programa pode interferir nos dados do outro, causando incompatibilidade entre as versões.

b) Vírus
Com o crescimento da internet, a propagação de vírus aumentou surpreendentemente. Vírus podem chegar aos computadores através de e-mails, disquetes, cds, dvds, etc.
Mensagens recebidas (e-mail) de amigos, grandes empresas ou de desconhecidos podem conter vírus. Na maioria das vezes nem mesmo o transmissor sabe que está infectado com a praga.
Se tratando de mídia (disquetes, cds, etc), vírus estão presentes principalmente em fontes não confiáveis (programas pirateados, etc).
Como dica para prevenir infecções, mantenha um anti-vírus instalado e atualizado em todos os computadores da sua rede.


c) Arquivos danificados
Vírus podem danificar seus arquivos sem que você perceba. Falhas temporárias em equipamentos e programas também causam o mesmo problema.
Algumas vezes isso pode acontecer com um arquivo (ou parte dele) que você pouco utiliza e só irá perceber que está danificado depois de muito tempo.
Para solucionar este problema, guarde definitivamente a última cópia realizada de cada mês.

d) Extravio, Roubo, Incêndio, Enchentes
Nestes casos você poderá perder todos os equipamentos (incluindo os backups) e ficar a ver navios.
Sempre mantenha duas cópias do seu backup (uma no próprio estabelecimento e outra em casa, banco, etc). Eu sugeri duas, mas se você quiser manter três, quatro, cinco cópias de backup não irá lhe fazer mal. Quanto mais melhor.

SOLUÇÃO: O BACKUP

Para todos os problemas já explicados, a única forma de recuperar suas informações é restaurar o backup. As informações são recuperadas com todas as alterações até o momento em que ele foi realizado. Tudo o que foi feito após este momento deverá ser refeito.

Siga algumas regras e tenha um backup com mais qualidade:

a) Mídias
Hoje em dia podemos comprar uma gravadora de CD ou DVD por um preço bem acessível. Um CD ou DVD virgem além de custar menos que um disquete pode armazenar o conteúdo de centenas deles.
Você tem como alternativa outros tipos de mídia: Zip Disk, fitas DAT e até mesmo utilizar um outro HD ou outro computador para gravar seu backup.
Cuide bem dos seus backups armazenando as mídias em local seguro, seco, longe do sol e de radiação (autofalante, no-breaks, monitores), tomando cuidado para não deixá-las cair no chão, etc.
É aconselhável a substituição das mídias após algum tempo de uso (mais informações no tópico "testando seu backup").

b) Planejamento
Para maior segurança, você deve fazer 2 jogos de backup (eles terão o conteúdo idêntico um ao outro) por dia. Um desses jogos deve ficar na própria empresa e o outro deve ser armazenado em outro local. Então, se a empresa trabalha 5 dias por semana, teremos 10 jogos de backup.
A razão de tantos backups é simples: você tem 5 chances para recuperar suas informações, começando da mais recente para a mais antiga. Além disso, é aconselhável que você faça um backup mensal (12 jogos - um por mês) e um anual.

c) Recursos Avançados
Existem alguns procedimentos que automatizam a realização dos backups sem a intervenção do usuário. Porém quanto maior a segurança, maior será o investimento. Este tipo de backup foge do escopo deste artigo.

d) Testando o seu backup
É muito importante que se realize testes periódicos nos backups gravados para saber se os mesmos estão funcionando corretamente.
Infelizmente, nem sempre somos avisados quando ocorrem erros durante a gravação do backup. Além desse problema, as mídias podem ir se desgastando e perder a capacidade de manter as informações armazenadas.
Faça o teste semanalmente e verifique se todos os arquivos foram recuperados. Importante: Restaure os dados para outra pasta e nunca sobre os arquivos originais.

e) Backup de Hardware
Equipamentos também quebram. A lista inclui: o próprio computador (placas, memórias, hds, drives, monitores), hubs, cabos, etc.
Se um micro da sua empresa quebrar, quanto tempo você pode ficar com o sistema parado até consertar este equipamento? Se a resposta for "pouco tempo" a solução é ter um equipamento de backup. Isso mesmo, manter um equipamento a mais para substituição imediata do que acabou de quebrar.
Vamos um pouco mais além: E se esse micro for o servidor? Pois é, neste caso, todos computadores da rede seriam afetados.

CONCLUSÃO

Como vimos, o backup é a única forma de recuperar suas informações caso os computadores (ou programas) da sua empresa apresentem problemas. Por isso é importante que você faça diariamente o backup dos arquivos de sua empresa e de uso particular também.

O objetivo deste artigo foi alertar a importância de ter um bom backup. Não nos preocupamos em decidir quais equipamentos de backup utilizar e a melhor maneira de fazê-lo. Existem inúmeras possibilidades (depende de cada caso, quantidade de informação, fluxo, etc) e um profissional da área de informática poderá apontar a melhor solução para seu caso.

24 de fevereiro de 2012

6 dicas para praticar a inovação em qualquer tipo de negócio

O artigo de hoje foi mandado por Alice Sosnowski, jornalista, especialista em empreendedorismo e inovação, autora do blog “O Pulo do Gato”

Um dos mantras utilizados na gestão hoje é a inovação. Sejam em empresas grandes, pequenas, micro ou até multinacionais: inovar passou a ser indispensável para quem quer crescer – e sobreviver – no mercado.

Muitos falam, mas poucos esclarecem: afinal, o que é inovação no dia-a-dia?

Como posso inovar na minha empresa que já tem tantas urgências? Preciso entender de tecnologia de ponta, fazer benchmarking com a concorrência, pesquisar tendências, etc?

Os mais pessimistas até diriam “Impossível! Se não consigo nem atender meus clientes atuais, como vou inovar? Isto é só para quem pode!”.

É aqui que está o grande erro de quem descarta a inovação como uma ferramenta extremamente útil e eficaz para o negócio. E digo para qualquer negócio, independente da natureza da atividade ou do tamanho da empresa.


A inovação é algo que pode acelerar o seu negócio

Entender a lógica da inovação é o primeiro passo para tirar benefícios dela. Seguem abaixo algumas dicas valiosas para quem pretende inovar e ver resultados concretos e duradouros:

1. Use os recursos disponíveis que você tem
Pode ser pouco, mas é com eles que você irá avançar para conseguir mais e melhores recursos no futuro.

2. Crie metas mensuráveis
Economizar 10% na conta de luz sem afetar a produção, melhorar o atendimento e pedir feedback dos clientes, ativar novos canais de vendas e fechar negócios por meio deles, etc.

É fundamental estabelecer metas objetivas e que podem ser medidas.

3. Observe!
E anote todos os dias defeitos e melhorias que poderiam ser feitos no negócio. Ao menos uma vez por mês faça um levantamento de tudo o que está escrito.

Os mais recorrentes serão os primeiros alvos a serem atingidos.

4. Compartilhe com funcionários, clientes e fornecedores a sua intenção
Peça sugestões dos consumidores, incentive iniciativas dos colaboradores e cobre novas alternativas dos parceiros.

Ninguém faz inovação sozinho, mas alguém tem que dar o empurrão para que todos se movimentem.

5. Comece já!
Se a cada dia, você der um passo, mesmo que pequeno, no final do ano serão 365 passos rumo ao sucesso.

6. E, por fim, pratique!
Inovação é como exercício físico. Tem que ser feito constantemente para que se pegue o jeito e o gosto.

Uma vez internalizado na empresa, o ato de inovar passa a ser uma constante e uma eterna fonte de renovação para o seu negócio.



Se você considera que tem potencial para inovação, mas te faltam ideias, recomendo muito conferir o artigo Como gerar ideias inovadoras.

13 de fevereiro de 2012

Cliente Oculto


Hoje vamos falar um pouco sobre uma profissão que vem ganhando espaço no mercado de trabalho brasileiro nos últimos anos. Uma atividade que tem grande importância devido ao serviço que presta para as empresas, sendo conhecida como uma verdadeira arma contra o mau atendimento. Estamos falando do cliente oculto (também conhecido como cliente fantasma ou cliente misterioso).

Em geral, a empresa que contrata um cliente oculto, que pode atuar em setores como indústria, serviços, varejo etc., está procurando aprimorar ainda mais a sua prestação de serviços e aumentar a satisfação de seus clientes. Ela necessita de uma observação mais detalhada, in loco, daquilo que seus funcionários estão fazendo para melhor atender seus clientes, e para isso precisam que pessoas fiquem de olho o tempo todo, relatando as impressões percebidas nas lojas. E é aí que entra o cliente oculto.

O que é o cliente oculto?

Cliente oculto é a denominação que se dá a uma pessoa contratada por uma empresa, geralmente de médio e grande porte, para prestar serviços de “espionagem”, digamos assim, sobre os produtos e serviços oferecidos pela empresa a seus clientes.

Explicando melhor, o cliente oculto recebe treinamento especializado e remuneração (em média, de R$ 50,00 a R$ 500,00 por dia, dependendo do serviço) para visitar lojas e experimentar os produtos e serviços oferecidos pela empresa que o contratou, com a finalidade de avaliar a qualidade do que está sendo feito nas lojas. Em determinadas ocasiões, situações são criadas para testar o poder de adaptação dos funcionários da empresa, por exemplo.

A idéia é quase de espionagem mesmo, uma vez que os funcionários não sabem que estão sendo avaliados naquele momento. Este tipo de observação do trabalho dos atendentes visa pegá-los de surpresa, no seu dia-a-dia, sem máscaras ou maquiagem daquilo que é praticado, comum em dias de inspeção anunciada. Este serviço pode ser feito em restaurantes, hotéis, concessionárias de veículos, lojas de fast-food, cinemas etc.



Posteriormente à observação in loco, o cliente oculto elabora um relatório altamente detalhado sobre tudo o que viu e percebeu pessoalmente, e entrega para a empresa contratante. Esta, por sua vez, criará um mapa daquilo que foi relatado e deve ser melhorado, bem como os pontos fortes que devem ser reforçados. Neste relatório deve constar informações verdadeiras e precisas sobre cada serviço analisado, avaliando aspectos como:



◦atendimento dos funcionários (simpatia, presteza, educação etc.);
◦conhecimento do produto oferecido;
◦empenho para fechar a venda;
◦domínio das técnicas de venda e negociação;
◦temperatura da comida e bebida;
◦limpeza do ambiente de trabalho;
◦tamanho da fila de espera;
◦demora no atendimento etc.

O objetivo principal do serviço de cliente oculto está ligado ao desenvolvimento dos profissionais que atuam diretamente com os clientes de uma empresa, auxiliando-os a criar uma melhor postura de trabalho, ampliando seus conhecimentos dos produtos ofertados e das atitudes que proporcionam uma boa experiência de consumo aos clientes, fidelizando-os e fazendo com que retornem sempre que possível.

Saiba mais

O Blog Mundo do Marketing já abordou este assunto, clique aqui para ver a discussão. Hoje o programa Mais Você, da Rede Globo, também abordou o assunto em um de seus quadros. Acompanhe o vídeo abaixo e veja mais informações sobre a profissão de cliente oculto:



Discussão

Porém, nem tudo são flores. Há uma discussão em torno deste tema, onde algumas pessoas dizem que é errado a empresa espionar os próprios funcionários, avaliando-os sem que eles percebam etc. Por isso, gostaríamos de saber a sua opinião sobre o tema. Você acha que o cliente oculto invade a privacidade dos funcionários da empresa? Ou você acha que a empresa tem todo o direito de acompanhar o que acontece com seus funcionários?

Participe, deixe seu comentário abaixo! Vamos discutir mais este tema polêmico!


Leia também:

1.Qual é o nome do seu cliente?
2.O “Dia do Cliente” merece algo a mais
3.Hoje é Dia do Publicitário – Conheça mais sobre esta profissão
4.A venda começa com o cliente interno
Tags:atendimento, cliente oculto, crm


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Estados se unem contra mudança de ICMS - Modificação no regime de tributação do imposto está em tramitação no Senado

O Espírito Santo e Santa Catarina vão intensificar os trabalhos contra mudanças no ICMS. No sábado, o governador do Estado, Renato Casagrande, recebeu o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, para tratar das possíveis perdas dos dois Estados no caso da aprovação de mudanças no regime de tributação do ICMS em tramitação no Senado Federal.

Segundo levantamento, as perdas seriam de aproximadamente R$ 1 bilhão ao ano, cada Estado, no caso de uma mudança sem transição, o que poderia desequilibrar as finanças estaduais.

Os governadores argumentam que sem os incentivos à importação, Santa Catarina e Espírito Santo perderiam as empresas que operam nos Estados em razão do benefício, que passariam a importar por São Paulo, principal mercado consumidor. "São Paulo recebe aproximadamente 58% das mercadorias importadas pelo Estado de Santa Catarina", explicou o secretário Nelson Serpa.

Espírito Santo e Santa Catarina definiram que o governador Raimundo Colombo também deverá percorrer o Senado na próxima semana para reforçar o trabalho junto aos líderes dos partidos. "Vamos trabalhar em conjunto para enfrentar essa situação. Não queremos briga, mas buscamos um consenso que possa atender às necessidades das empresas que atuam nos Estados, para evitar o êxodo dessas corporações e o consequente impacto na geração de empregos e investimentos", afirmou Colombo.

Os dois Estados contam com o reforço de Goiás, que também será prejudicado. "Vamos fazer um movimento coletivo para estudar alternativas junto à CNI e Fiesp. O Espírito Santo precisa de, no mínimo, seis anos para uma transição, tempo que usaremos para realizar os investimentos em infraestrutura e tornar o Estado competitivo", explicou Casagrande.

Empresas de TI não enfrentam prejuízos com desoneração da folha de pagamento

Empresas de TI não enfrentam prejuízos com desoneração da folha de pagamento
Intensivo em mão de obra, o setor foi o mais beneficiado pela mudança no pagamento das contribuições à Previdência Social.

Apesar de criticada por alguns setores da economia, a desoneração da folha de pagamento não enfrenta resistência nas empresas de tecnologia da informação (TI).

Intensivo em mão de obra, o setor foi o mais beneficiado pela mudança no pagamento das contribuições à Previdência Social, de acordo com representantes da área.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, diz que o novo sistema, que entrou em vigor no fim de dezembro, barateia o custo da mão de obra e aumenta a formalização no segmento. "O novo modelo [de contribuição previdenciária] é essencial para melhorar a competitividade do setor de TI no Brasil", avalia.

De acordo com estimativa do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP), o novo sistema de recolhimento é vantajoso apenas se o custo com os empregados representar mais de 10% do faturamento. Setores mais automatizados, como a indústria de confecções, pedem a revisão das alíquotas ou a adesão facultativa ao novo modelo porque alegam ter sido prejudicados.

Com o setor de TI, no entanto, a situação é diferente. Segundo Antonio Gil, o custo da manutenção da mão de obra nesse segmento representa de 35% a 50% das despesas totais de uma empresa. A proporção sobe para 60% a 70% com os encargos trabalhistas. "O desenvolvimento de softwares [programas de computador] envolve um número elevado de profissionais", explica.

Nas empresas de call center, que também foram incluídas na nova modalidade de contribuição, o peso é maior: de 40% a 45% sem levar em conta os encargos.

Para o presidente da Brasscom, a nova forma de contribuição tem outro efeito positivo para o setor de TI ao estimular a formalização dos empregados. "Para arcar com a mão de obra qualificada, que recebe salários acima da média do mercado, várias empresas optaram por contratar profissionais como pessoas jurídicas. Essa prática provoca risco de prejuízo com ações trabalhistas, que será diminuído com o modelo que entrou em vigor", destaca.

Presidente da BRQ, empresa que desenvolve software para bancos, Benjamim Quadros diz que a desoneração da folha de pagamentos beneficia o segmento por causa da própria estrutura do setor no país.

"A maioria das empresas [de TI] no país são de pequeno ou médio porte, onde os custos com os funcionários têm peso maior em relação ao valor das vendas", ressalta Benjamin, cuja empresa tem 3 mil funcionários, mas só detém 2% do mercado nacional de TI.

Anunciada em agosto do ano passado como parte do Plano Brasil Maior (nova política industrial do governo), a desoneração da folha de pagamento mudou a forma como as empresas de cinco setores pagam a contribuição dos empregadores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em vez de pagarem 20% sobre a folha de pagamento, esses segmentos passaram a recolher um percentual sobre o faturamento.

Para as empresas de tecnologia da informação e de call center, a contribuição passou para 2,5% do faturamento. Para as confecções e as indústrias de calçados e de artefatos de couro, o percentual corresponde a 1,5%. O novo sistema vigora até 2014, quando o governo se reunirá com os setores contemplados e avaliará se esse modelo pode ser estendido a outros setores da economia.

Fenacon

3 de fevereiro de 2012

Alterações necessárias para Emissão de NFE - Nota Técnica 2001/004

No mês de julho foi publicada a Nota Técnica 2011.004, que criou novas regras de validações
para a NF-e.
No dia 21/10/2011 foi publicada a Nota Técnica 2011.005, que fez algumas alterações e
postergou a aplicação de duas regras de validação.
As Notas Técnicas podem ser consultadas no Portal Nacional da NF-e, no link http://www.nfe.fazenda.gov.br/portal/principal.aspx, menu “Documentos / Notas Técnicas”.
As principais modificações introduzidas pelas Notas Técnicas são as detalhadas abaixo.
Essas novas regras de validação já estão implementadas no ambiente de testes (homologação), e estarão implementadas no ambiente de produção no dia 01/11/2011. As duas regras que foram
alteradas pela Nota Técnica 2011.005 entrarão em vigor (ambiente de produção) no dia 01/02/2011.
Com o objetivo de auxiliar os contribuintes e seus prestadores de serviços de TI na adequação de seus sistemas de emissão e gerenciamento de NF-e a Receita Estadual do RS fez uma simulação da aplicação dessas novas regras de validação. Foram reprocessadas NF-e já autorizadas para verificar quais notas teriam sido rejeitadas se as novas regras de validação já estivessem em vigor. O resultado dessa simulação pode ser conferido no link http://www.sefaz.rs.gov.br/NFE/nfe-sim-pub.aspx. A consulta mais detalhada pode ser conferida no link http://www.sefaz.rs.gov.br/NFE/nfe-sim.aspx
Caso o contribuinte tenha quaisquer dúvidas sobre as novas regras de validação, poderá saná-las
pelo email nfe@sefaz.rs.gov.br, ou no plantão fiscal, na repartição da Receita Estadual de sua localidade.
NOVAS REGRAS DE VALIDAÇÃO
(em vigor a partir de 01/11/2011)
1 - Eliminação do Ano do controle de duplicidade da NF-e
A legislação do ICMS exige que a numeração das notas fiscais siga a ordem seqüencial. Porém,
na validação da NF-e, o controle da duplicidade da NF-e era feito verificando CNPJ, série, número e ano. Isso permitia que fossem emitidas NF-es com mesmo CNPJ, série e número, mas em anos diferentes.
A partir de 01/11/2011, o controle da duplicidade irá verificar apenas CNPJ, série e número.
Não será mais possível emitir notas com mesmo número em anos diferentes.
2 – Validação do digito verificador do código EAN
Desde julho, existe a obrigatoriedade de que, se o produto sendo comercializado possuir código
de barras, então o número correspondente a esse código deve ser informado na NF-e, nos campos EAN e EANtrib.
A partir de 01/11/2011, será feita a validação do dígito verificador do código EAN, para assegurar a validade do número informado. Não será aceito o preenchimento dos campos EAN e EANTrib com zeros.
3 – Declaração de dados em operações de importação
Em notas de importação (CFOP começando com 3), será obrigatório informar os dados
referentes a IPI e Imposto de Importação.
Essa regra não se aplica aos seguintes CFOPs: 3.201, 3.202, 3.211, 3.503, 3.553.
4 – Limite no valor total da nota
Haverá um limite máximo para o valor da NF-e. Esse limite será definido para cada estado.
O objetivo desse limite é evitar a emissão de NF-e com valores absurdos, como por exemplo,
uma nota no valor de 50 milhões que, por erro de digitação, saia com o valor de 50 bilhões.
5 – CNPJ do destinatário no ambiente de homologação.
Em alguns estados, é exigido que as notas emitidas no ambiente de testes (homologação)
tenham o CNPJ 99.999.999/0001-91. Essa regra será retirada.
Permanecerá a exigência de informar o texto “NF-E EMITIDA EM AMBIENTE DE
HOMOLOGACAO - SEM VALOR FISCAL” no campo de Razão Social do destinatário.
6 – Validação dos valores no quadro de totais
Em uma NF-e, o valor dos totais, deve ser igual à soma dos valores dos itens. Por exemplo, se
um item da nota tiver o valor do produto igual a 100,00, e outro item tiver o valor 50,00, então o valor total dos produtos deverá ser 150,00.
Atualmente, essa verificação não é feita para os seguintes dados: II, PIS, COFINS, Outro, Serv,
ISS. A partir de 01/11/2011, essa verificação passará a ser feita também para esses dados.
Gostaria de chamar a atenção em especial para essa regra. Um dos erros mais comuns que foram
encontrados na simulação foi informar os valores de PIS e COFINS no quadro de totais da nota,
mas informar valor zerado no item da nota.
7 – Emissão de notas com desoneração de ICMS
Em notas com desoneração de ICMS, será obrigatório informar o valor do imposto que foi
desonerado. Quando o motivo da desoneração do ICMS for remessa para SUFRAMA, o CFOP deverá ser
6.109 ou 6.110.
A seção 8 da Nota Técnica possui um exemplo prático de como fazer o preenchimento de uma NF-e destinada à Zona Franca de Manaus.
8 – Regras de formatação de alguns campos
As seguintes regras serão estabelecidas:
· Não será possível informar hora de saída sem que seja informada também a data de saída
· Os campo de quantidade comercial e quantidade tributável poderão ter no máximo 11 dígitos
· Em notas com Substituição Tributária retida anteriormente (CST = 60), os campos “Valor da BC do ICMS ST retido” e “Valor do ICMS ST retido” serão de preenchimento opcional, caso não sejam exigidos pela legislação.
· Pode haver um máximo de 100 DIs em cada nota, e máximo de 100 adições em cada DI
· Pode haver um máximo de 120 duplicatas em cada nota
· A placa do veículo só poderá ser informada com um dos seguintes formatos: XXX9999, XXX999, XX9999 ou XXXX999
· O número da nota de empenho deve ser informado, quando se tratar de compras públicas
NOVAS REGRAS DE VALIDAÇÃO
(em vigor a partir de 01/02/2012)
1 - Valor total da nota
O campo “Valor total da nota” deverá ter o resultado da seguinte fórmula:
Valor total da nota = Valor do produto ou serviço - Valor dos Descontos + Valor do ICMS por ST
+ Valor do Frete + Valor do Seguro + Outras despesas acessórias + Valor do II + Valor do IPI + Valor dos serviços (tributados pelo ISSQN)
Em algumas operações, será necessário incluir também o valor de algum item que não foi mencionado na fórmula. Nesse caso, esse valor pode ser somado no campo “Outras despesas acessórias”.
Essa nota não será aplicada para NF-e de entrada. No caso de notas de faturamento de veículos novos, não será considerado o valor do ICMS por ST.
2 - Valor do produto
No detalhamento de produtos e serviços, o valor do produto (tag vProd) deve ser igual ao resultado da multiplicação “Valor unitário X Quantidade”. Por exemplo, se o valor unitário for 100,00, e a quantidade for 10, então o valor do produto deverá ser 1.000,00.
Essa regra é válida tanto para a unidade e quantidade comercial quanto para a unidade e quantidade tributável.
Essa regra não será aplicada para NF-e Complementar ou NF-e de ajuste.

30 de janeiro de 2012

Confira se sua empresa pode aderir ao Simples

QUEM ESTÁ IMPEDIDO DE OPTAR PELO SIMPLES NACIONAL?
As Microempresas (ME) ou as Empresas de Pequeno Porte (EPP) (lista atualizada em função da Lei Complementar nº 128, de 19.12. 2008):
· que tenha auferido, no ano-calendário imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 2.400.000,00;
· de cujo capital participe outra pessoa jurídica;
· que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica com sede no exterior;
· de cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário ou seja sócia de outra empresa que receba tratamento jurídico diferenciado nos termos da Lei Complementar nº 123, de 14.12.2006, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 2.400.000,00;
· cujo titular ou sócio participe com mais de 10% do capital de outra empresa não beneficiada pela Lei Complementar nº 123, de 14.12.2006, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 2.400.000,00;
· cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 2.400.000,00;
· constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;
· que participe do capital de outra pessoa jurídica;
· que exerça atividade de banco comercial, de investimentos e de desenvolvimento, de caixa econômica, de sociedade de crédito, financiamento e investimento ou de crédito imobiliário, de corretora ou de distribuidora de títulos, valores mobiliários e câmbio, de empresa de arrendamento mercantil, de seguros privados e de capitalização ou de previdência complementar;
· resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento de pessoa jurídica que tenha ocorrido em um dos 5 anos-calendário anteriores;
· constituída sob a forma de sociedade por ações;
· que explore atividade de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, gerenciamento de ativos (asset management), compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring);
· que tenha sócio domiciliado no exterior;
· de cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal;
· para os fatos geradores até 31 de dezembro de 2008, que preste serviço de comunicação;
· que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa;
· que preste serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros;
· que seja geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de energia elétrica;
· que exerça atividade de importação ou fabricação de automóveis e motocicletas;
· que exerça atividade de importação de combustíveis;
· que exerça atividade de produção ou venda no atacado de: o cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e detonantes; o bebidas a seguir descritas: alcoólicas; refrigerantes, inclusive águas saborizadas gaseificadas; preparações compostas, não alcoólicas (extratos concentrados ou sabores concentrados), para elaboração de bebida refrigerante, com capacidade de diluição de até 10 partes da bebida para cada parte do concentrado; cervejas sem álcool;
· que tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de intermediação de negócios;
· que realize cessão ou locação de mão-de-obra;
· que realize atividade de consultoria;
· que se dedique ao loteamento e à incorporação de imóveis; e
· que realize atividade de locação de imóveis próprios, exceto quando se referir a prestação de serviços tributados pelo ISS.
Nota: As exceções à lista acima encontram-se abaixo.

QUAIS AS ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EXERCIDAS PELAS MICROEMPRESAS (ME) E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (EPP) QUE NÃO IMPEDEM A SUA OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL?
Podem optar pelo Simples Nacional as ME e as EPP que se dediquem à prestação de serviços não listados acima, bem como as que exerçam as atividades abaixo, desde que não as exerçam em conjunto com outras atividades impeditivas (lista atualizada em função da Lei Complementar nº 128, de 19.12. 2008):
· creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundament al, escolas técnicas, profissionais e de ensino médio, de línguas estrangeiras, de artes, cursos técnicos de pilotagem, preparatórios para concursos, gerenciais e escolas livres;
· agência terceirizada de correios;
· agência de viagem e turismo;
· centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga;
· agência lotérica;
· serviços de instalação, de reparos e de manutenção em geral, bem como de usinagem, solda, tratamento e revestimento em metais;
· construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores;
· transporte municipal de passageiros;
· empresas montadoras de estandes para feiras;
· escolas livres, de línguas estrangeiras, artes, cursos técnicos e gerenciais;
· produção cultural e artística;
· produção cinematográfica e de artes cênicas;
· cumulativamente administração e locação de imóveis de terceiros;
· academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais;
· academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes;
· elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante;
· licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação;
· planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que realizados em estabelecimento do optante;
· escritórios de serviços contábeis;
· serviço de vigilância, limpeza ou conservação;
· laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica;
· serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como ressonância magnética;
· serviços de prótese em geral.

A OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL PODE SER EFETUADA A QUALQUER TEMPO?
Não. A opção pelo Simples Nacional somente poderá ser realizada no mês de janeiro, até o seu último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção.
Nota:
1. Excepcionalmente, para o ano-calendário de 2007, a opção pôde ser realizada do primeiro dia útil de julho de 2007 até o dia 20 de agosto de 2007, produzindo efeitos a partir de 1º de julho de 2007.
2. Na hipótese de início de atividade no ano-calendário da opção, a partir de 01.01.2009, a ME e a EPP, após efetuar a inscrição no CNPJ, bem como obter a sua inscrição municipal e estadual, caso exigíveis, poderão efetuar a opção pelo Simples Nacional no prazo de até 30 dias contados do último deferimento de inscrição.
3. A ME ou a EPP não poderá efetuar a opção pelo Simples Nacional na condição de empresa em início de atividade depois de decorridos 180 (cento e oitenta) dias da data de abertura constante do CNPJ.

A MICROEMPRESA (ME) OU A EMPRESA DE PEQUENO PORTE (EPP) QUE INICIAR SUA ATIVIDADE EM OUTRO MÊS QUE NÃO O DE JANEIRO PODERÁ OPTAR PELO SIMPLES NACIONAL?
Conforme dispõe a Resolução CGSN nº 4, de 30.05.2007, após efetuar a inscrição no CNPJ, bem como obter as suas inscrições Estadual e Municipal, caso exigíveis, a partir de 01.01.2009, a ME ou a EPP terá o prazo de até 30 dias, contados do último deferimento de inscrição, para efetuar a opção pelo Simples Nacional. Após esse prazo, a opção somente será possível no mês de janeiro do ano-calendário seguinte.
Nota:
1. A ME ou a EPP não poderá efetuar a opção pelo Simples Nacional na condição de empresa em início de atividade depois de decorridos 180 (cento e oitenta) dias da inscrição no CNPJ.

O PRAZO DE 30 DIAS A QUE SE REFERE A PERGUNTA ACIMA, OU SEJA, O PRAZO PARA SE FAZER A OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL APÓS O DEFERIMENTO DA ÚLTIMA INSCRIÇÃO, É CONTADO EM DIAS CORRIDOS OU DIAS ÚTEIS?
Esse prazo é contado em dias corridos, ou seja, são contados sábados, domingos e feriados, excluindo-se o primeiro dia e incluindo-se o último.
Exemplo: data da última inscrição = 20.01.2009 -> último dia para fazer a opção = 19.02.2009

Confira AQUI a nova data de opção para 2009.

A pequena empresa e as competências do empreendedor – I

Como o próprio nome indica, as Competências Técnicas abordam aspetos relativos ao “como se faz” do negócio, explorando os itens: Comercialização, Vendas, Atendimento, Técnicas de Produção, Gestão da Qualidade, Otimização dos Recursos, Controles Financeiros, Formação de Preços, Logísticas e Distribuição.
Todo empresário, inclusive o da pequena empresa, deve procurar aprimorar mais e mais essas competências.
Estaremos aqui procurando trocar algumas idéias relativas a essas competências para que esse aprimoramento se torne mais claro e viável.

- Comercialização, Vendas e Atendimento
Essas competências têm sua importância, pois uma empresa que não consegue buscar conhecer as diferentes maneiras de disponibilizar seus produtos no mercado e ainda dominar de forma profissional as técnicas de venda, e as estratégias de comercialização dos mesmos dificilmente terão sucesso no mercado. Ainda aqui é preciso conhecer o comportamento desse mercado e a visualização de eventuais oportunidades. Dentro deste enfoque, é preciso lembrar que hoje, devido às exigências cada vez maiores do consumidor, o atendimento se torna peça chave no processo de comercialização e venda. Esse atendimento é que poderá encantar ou não seu cliente, tornando-o um vendedor ativo de sua empresa ou não.

- Técnicas e Produção
Todo empresário, inclusive o das pequenas empresas necessita dominar de forma tácita e explícita as técnicas de obtenção de seus produtos, seja ele um bem ou um serviço. Inclusive deve aprimorar constante e regularmente todos os processos. Desta forma o empresário necessita elaborar um planejamento dos recursos disponíveis para que consiga um índice de produtividade que torne sua empresa mais competitiva.
O aprimoramento contínuo torna-se imprescindível para que o empresário consiga visualizar as novas tecnologias, que a cada dia são disponibilizadas através de instituições e órgãos específicos, além de procurar participar de cursos que visam levar até os empresários as técnicas mais modernas e atuais.

- Gestão da Qualidade e Otimização dos Recursos
No que se refere a essas duas competências, há que se concentrar basicamente na mudança de cultura da empresa ou na gestação de uma cultura organizacional compatível com o mundo atual. Para tanto o empresário pode fazer uso de algumas ferramentas que auxiliem no aprimoramento da qualidade de seus produtos ou serviços e na redução dos desperdícios visíveis ou invisíveis, como por exemplo os energéticos. Uma ferramenta de fácil aplicação, de resultados quase que imediatos e que praticamente todos conhecem, são os “5S”, ou os cinco sensos japoneses.

- Controles Financeiros e Formação de Preços
O empresário iniciante ou o que já está com sua empresa em franca atividade necessita conscientizar-se de que é imperioso separar as contas bancárias: a da pessoa física da conta da pessoa jurídica. Conhecer e dominar os custos variáveis e os fixos de sua empresa. Daí irá ser bem sucedido nas análises financeiras da empresa através dos controles, das previsões e análise do caixa da empresa. Os parâmetros acima irão subsidiá-lo na formatação dos preços de seus produtos ou serviços e ainda na determinação do ponto de equilíbrio.

- Logística e Distribuição
Trata-se do conhecimento e do domínio que deverá ter o empresário dos princípios básicos e lógicos para uma distribuição de seus produtos e oferecimento de seus serviços, desde a entrada dos recursos necessários até o atendimento efetivo do cliente.

Concluindo, é necessário ressaltar que o empresário tenha, antes de mais nada, uma noção bastante clara que ser empresário hoje está longe de ser o empresário de cinqüenta anos atrás. Lá uma pessoa iniciava um “negócio” e ele prosperava, quase que naturalmente. Hoje há que se desenvolver de forma profissional suas competências e as competências técnicas são um importante conjunto delas.